sábado, 1 de setembro de 2012

Made in Santa Cruz do Sul II


Balança marca H. Gloor – capacidade 15 kgs.
Comprei esta balança na feira de antiguidades ( realizada em um domingo a cada mês) na cidade de Santa Cruz do Sul/RS no dia 06.05.2012. Obtive poucos dados em relação a sua fabricação; origem suíça, fabricada em Porto Alegre/RS até 1976.


Pelo retrato acima visualiza-se a balança sendo exposta na feira pela empresa Koisa Véia


Como vemos estava bastante enferrujada.



Aí temos uma ideia bastante clara do processo de restauracão pela qual passou.

Pinga Boni em atividade no laboratório de restauracão em seu estúdio.

Olhem só que se apresenta hoje neste blog pela primeira vez!










4 comentários:

  1. Essas o projeto dessas balanças foi trazido da Suíça pelo meu bisavô, além dessas de balcão eram produzidas as decimais para pesar sacos de grãos, animais, enfim...Após o falecimento de meu bisavô passou a ser do meu avô, Henrique Gloor, o qual foi dado o meu nome em sua homenagem, pois também sou Henrique Gloor...Após meu avô falecer passou a ser do meu pai a Fábrica de Balanças Henrique Gloor e filho Ltda.
    Meu pai se aposentou, e com a chegada das balanças eletrônicas, meu pai não teve interesse em partir para esse caminho, até pela idade que já tinha, e acabou por encerrar as atividades da fábrica por volta de 1985...
    Como eu era ainda pequeno, não tive a oportunidade de dar a continuidade, mas olhar fotos assim me traz muitas recordações, correndo e brincando por dentro da fábrica.
    Lembro de meu pai afiando e temperando as navalhas usando arsênico, um veneno usado pelos nazistas para se suicidarem, pois tornava o aço mais duro ainda e com uma vida longa...algumas balanças eu sei que estão até hoje funcionando sem sequer receber uma restauração ou reparo...as coisas eram feitas para durar, uma tradição que veio do meu bisavô para meu avô e meu pai...
    Lembro de meu avô cortando as barras de aço, que virariam as navalhas, com uma máquina que ele mesmo desenvolveu e inventou, e eu um guri de uns 12 anos, o ajudava colocando óleo mineral sobre as barras de aço enquanto eram cortadas...
    Saudades e boas recordações, pois o que está aí nessa foto, dessa balança, retratam diretamente as imagens de meu querido avô, e meu querido pai...
    Henrique Gloor

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  2. Muito interessante sua história, e não permita que caia no esquecimento, se possível mantenha alguns objetos originais, as futuras gerações agradecem!
    cordialmente,
    Gerson

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    1. Fica o teu recado Stini. Obrigado por acessares o blog.

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