segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cadeado antigo – made in Barcelona


 Funcionamento perfeito e a condição de ter as chaves originais conferem-lhe valor especial.





     O cadeado visualizado foi doação do jovem Estevan G. da Silva ao acervo do Antiquário. Foi adquirido  em uma de suas andanças pelo exterior, precisamente em Barcelona, Espanha,  numa feira de antiguidades que  ocorre aos fins de semana em local próximo ao Monumento à  Colon. Outra referencia conhecida para aqueles que desejarem visitá-la é a Placa Drassenes.
      Escutem só a música que dedicamos ao jovem....nada mais nada menos do que o hino deste blog em versão apresentada por Katica Illenyi. Escutem El Choclo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Salada no blog.




    Reconheço que este blog é uma verdadeira salada organizada. A finalidade maior é compartilhar “coisas antigas “de meu acervo ou de amigos,  mas não resisto; coloco no mesmo espaço músicas, ilustrações, poesias, crônicas... e até conto algumas histórias.
A página de  hoje é um exemplo. Temos um secador de cabelo ARNO que garimpei numa dessa lojas de assistência técnica, a presença de Louis Armstrong cantando “El Choclo” e um escrevinhado do poeta passofundense Julio Perez que pinçamos de seu livro “A bolsa de minha mãe e outros contos”. Chamo a atenção para esse texto, gostoso de se ler e que nos leva a refletir como que com o passar dos anos a questão de quem tinha razão muda de mãos...
Comecemos então com o secador de cabelo.


 Fabricação anos 80 (?)

        “El Choclo” é o hino desse blog, já temos versões com Nat King Cole, Julio Iglesias, dentre outros. Chegou a vez do Louis, escute.





     Finalizando, o texto do poeta que foi inspirado ao escrevê-lo e que nos  leva a reflexões interessantes. Pense...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Calculadora mecânica TRIUMPHATOR

Alleinige fabrikanten  TRIUMPHATOR – werke  mölkau  bei  Leipzig

Podemos considerar esta calculadora como uma peça de museu tal seu estado de conservação, funcionamento e idade. Pelas pesquisas efetuadas podemos estimar sua fabricação como sendo no período entre 1920/1925.
A marca TRIUMPHATOR foi uma das três fabricantes de calculadoras mais conhecidas do mundo na primeira metade do século XX. As outras eram a ODHNER e BRUNSNIGA.  Iniciou suas atividades em 1904 até 1965 quando encerrou suas atividades.


Número de série 65.432 – 1920/1925

Esta calculadora mecânica era montada originalmente sobre uma bancada de madeira. Éra uma  maquina de 04 (quatro) espécies, o que significa que elas  podem realizar as 04 (quatro) operações aritiméticas básicas.


Abaixo alguns retratos quando em fase de restauração nos estúdios do Pinga Boni.












Contamos hoje pela primeira com Anísio Silva, com “colcha de retalhos”.








terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Felipão e a máquina filigranadora do Banco do Brasil.



        O Leandro Doro achou uma ligação  entre a maquininha x Felipão  representando através de sua arte o desejo do povo do Banco do Brasil, o que motivou o título desta matéria.  Lembram do fato?






        Esta preciosidade foi comprada  na Feira da Redenção em Porto Alegre  a preço módico, não custando mais do que duas vezes a metade de cinquenta reais. Além do preço contribuiu para que a negociação ocorresse o fato de ter pertencido ao Banco do Brasil S/A evidenciado por um selo constando o número do patrimônio.
            Intrigado quanto a sua utilidade busquei informações com um amigo, Roberto Persson, aposentado daquela instituição e que por longo tempo percorreu diversas cidades gauchas como gerente e que baseado em sua longa vivencia no BB desvendou o mistério.
       A respeito o Persson nos diz  “trata-se uma máquina filigranadora , ou seja, destinada a produzir uma filigrana na superfície. No caso, valores préviamente datilografados relativos a cheques, ordens de pagamento e outros papéis que exprimiam valor e que, para efeito de segurança, necessitavam de uma autenticação ( filigrana). Foi usada principalmente por Bancos, até meados de 1970”.
       Abaixo alguns retratos registrando sua passagem pelo estúdio do Pinga Boni onde sofreu interferências  em seu mecanismo e estrutura.











sábado, 29 de dezembro de 2012

Máquina manual de costurar BIELEFELD

 Máquina manual de costurar Bielefeld - Made in Germany.


Vocês que acompanham este blog sabem que o hino deste espaço é o tango argentino “El Choclo”. Então nada mais natural de que encerrarmos os trabalhos do ano escutando-o. Dentre os intérpretes que desfilaram aqui neste espaço cultural  durante 2012 selecionamos para esta oportunidade  uma “olhinho puxado”, Ikuko Kawai, que a nosso ver  sobressai-se pelo sentimento que assume ao apresenta-lo.


Escutaram ! Não disse!.
Bem, pelo retrato que postamos lá em cima ficou evidenciado que a antiguidade de nosso acervo que compartilharemos  trata-se uma antiga maquina manual de costurar BIELEFELD.
A seguir colocamos mais algumas imagens com alguns dados que busca estabelecer o período de sua fabricação e resgatar um pouco de sua história.

1876 - Carl Schimidt fundou uma fábrica de maquinas de costurar em Bielefeld, na Alemanha; ‘BILEFELD Nahmaschinefabrick Carl Schimidt”.
1878 – Foi admitido como sócio Hugo Hengstenberg; “Bilefeld Nähmaschinefabrick Schimidt e Hengstenberg”.
1884 – Já sem Carl Schimidt como sócio a empresa tem novo nome “Bielefeld Nähmaschinefabrick Hengstenberg & Co”.
1894 – Foi agregado á sua linha de produção a fabricacão de bicicletas constituindo-se a “Hengstenberg & Co.”.
1895 – A produção específica de maquinas de costura e bicicletas é representada pela “Hengstenberg AG 7 CO.”.
1907 – Anker-Werke  AG forma a Hengstenberg & Co, Bilefeld.




 Ei-la em sua origem, ainda sem rerstauração.

domingo, 16 de dezembro de 2012

A saga de Sylvio Lovatto.






Os objetos que estão sendo compartilhados  do acervo de Ecila Lovatto Bauermann, carinhosamente guardados que pertenceram a seu pai, Sylvio Lovatto, envolvem além do seu  valor como antiguidade e laços afetivos, uma representativa importância histórica pois nos remetem à década de 45 época que  a agricultura e pecuária foi desenvolvida com sacrifício e com os meios, parcos,  disponíveis na época.
Homens como Sylvio Lovatto, inserido neste contexto, que lá pelas bandas de Catuçaba  município de São Gabriel, escreveu uma verdadeira saga às custas de seus  pés estropiados pelo campos gelados e as mãos calejadas pela rabiça do arado, contribuindo para a base do   que hoje vislumbramos;  um sólido e moderno setor agropecuário gaúcho.
Sylvio nasceu em 7 de janeiro de 1917 em uma colônia de Santa Maria, chamada de Arroio Grande, onde permaneceu com seus pais, imigrantes italianos até os 17 anos.
E a história segue;


Os estribos, os freios, e as foices, ocupam lugar de destaque na sede da propriedade, bem à vista, como que  lembrando a seus descendentes orgulhosos da tempera do gaúcho Sylvio e sua trajetória, essa bela história.





O Nat novamente nos apresenta El Choclo
Escute...











Restauração: Mario Borrea

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A história da machadinha

 Machadinha Multiuso - Exclusiva do Exército Nacional / Doação Nelson Rocha
As vezes  conto algum causo aqui neste blog que até eu mesmo demoro a acreditar. Este é um deles.
Em um encontro de amigos, depois de algumas tacas de vinho, uma purinha com casca de bergamota, uma Gazapina gelada entremeadas com pastéis de rodoviária,  o  amigo Nelson  Rocha inventou de fazer uma doação para este Antiquário de uma machadinha multiuso, exclusiva do Exército Nacional. Logo, logo os amigos perceberam que a dita cuja apresentava manchas de ferrugem. Aí o Nelson Rocha que foi Tenente lá pelos idos de não sei quanto em Uruguaiana, na ARTILHARIA,  disse, para a surpresa dos presente, “ferrugem !?,  isto é sangue da bicha, eu matei uma onça pintada lá pelas bandas de Santana Velha, nas terras do Odair Gonzalez."
Um dos presentes, já meio baleado,  aventou a possibilidade de ter sido um quero-quero.
Confundir onça com quero-quero não pode. Tinha um Chevette de plantão para esso tipo de ocorrência. O chauffer levou o dito cujo para o seio de seu lar.
Várias versões surgiram a respeito da provável tentativa de violência quanto ao bichano. O ilustrador Leandro Dóro, retratou uma delas, que colocamos  aí em “riba” para visualização.
Até hoje não sabemos a verdade.
Mas, dessa história inacabada o que tenho certeza é que meu acervo foi acrescentado  com uma valiosa Machadinha multiuso que se reveste de um significado especial por ter sido presente de um amigo.
Segundo o Nelson foi adquirida diretamente na fábrica de armamentos do Exército Nacional, na cidade de Itajubá/MG há mais de 35 anos.
Para um amigo especial uma música especial. Aproveitamos que a Núbia Lafayate estava visitando a sede deste blog e pedimos que lhe dedicasse uma daquelas especiais, de cortar os pulsos como diriam os mais antigos.. Escute...   devolvi