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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Máquina manual de costurar Haid Neu





Esta maquininha foi adquirida junto com outras num pacote arrematado do empresário e apreciador de antiguidades Wilson “Máquinas”, aqui de Passo Fundo.  Tive dificuldades de identificá-la pois a única referencia disponível era sua numeração e “considerando que  as indústrias da época permutavam patentes e assim alteravam detalhes” a tendência é de que as máquinas fabricadas naquele período possuíssem características semelhantes.
(Haid Neu – nr. 1.550.839 – fabricada no período 1916/1920)


Recorri então  ao Museu de Antigas Máquinas Manuais de Costurar(http://museumaquinascosturar.blogspot.com.br/) na pessoa de seu Diretor Darlou D `Arisbo que a partir da numeração, fotos, comparação de três de seu acervo e algumas variáveis técnicas, definiu-a, por semelhança, como sendo uma Haid Neu.





A fábrica Haid Neu foi fundada em 1860 em Karlsruhe, Alemanha.  Em 1868 saiu daquela indústria apenas 2.000 unidades, em 1872 20.000, e em 1881 100.000.  A partir de 1898 foram fabricadas meio milhão delas, partindo para 1.000.000 em 1904, e 2.000.000 em 1921. A empresa sobreviveu à Segunda Guerra Mundial, mas em 1958 foi absorvida pela SINGER.



Os artistas que se apresentam nesta página foram selecionados considerando a finesse e a sensibilidade artística de excelência, dignas de uma Haid Neu!

Com vocês Edith Piaf cantando Ne me quitte pas e o poeta uruguaianense Alceu Wamosy, com o poema “Idealizando a morte”.






IDEALIZANDO A MORTE

Morrer por uma tarde assim como esta tarde:
Fim de dia outonal, tristonho e doloroso,
quando o lago adormece, e o vento está repouso,
e a lâmpada do sol no altar do céu não arde.

Morrer ouvindo a voz da minha mãe e a tua,
rezando a mesma prece, ao pé do mesmo santo,
vós ambas tendo o olhar estrelado de pranto,
e no rosto, e nas mãos, palidezes de lua.

Morrer com a placidez de uma flor que se corte,
com a mansidão de um sol que desce no horizonte,
sentindo a unção do vosso beijo ungir-me a fronte,
— beijo de noiva e mãe, irmanados na morte.

E morrer... E levar com a vida que se trunca,
tudo que de doçura e amargor teve a vida:
— O sonho enfermo, a glória obscura, a fé perdida,
e o segredo de amor que eu não te disse nunca!