terça-feira, 9 de abril de 2019

Câmera fotográfica tipo “ box “ ou “ caixotinho”.




As nacionais surgiram nas décadas de 50/60, fabricadas pelas empresas Exacta/Petrópolis/RJ, Indústria Brasileira Fotobrás/Curitiba/PR e DF Vasconcelos/São Paulo/SP. Podemos citar os modelos  mais conhecidas como sendo: Unicamatic, Fotoflex, Kapsa, Brasilmatic, Bieka, Magel, Aurea, Alpha e Arrox Jr. Cairam no gosto dos brasileiros pela simplicidade e baixo custo.
Esta que posa bonitona aí em cima  foi comprada pela singularidade que apresenta – nome de empresa em seu corpo- sugerindo propaganda comercial. Certamente fabricada por uma das  acima referidas que percebeu na prática mercado para seu produto. Será isso mesmo?
Pesquisamos no corpo da câmera a procura de indicio do fabricante, sem sucesso.
Esse texto fica em aberto, aguardando complementação de quem conhecer algo a respeito.


Vejam só a foto que amigo deste blog, e fotógrafo nas horas vagas,  Adilson Tortato, nos enviou:
                               
Flor de Praia                                                                      Dama da Noite

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Bicicleta Monark C 10














Essa  bike que compartilho com vocês é, sem dúvidas, uma raridade, pelo seu estado original ( pintura, pneus, peças, acessórios), e  mecanismo preservado no seu  funcionamento, considerando sua condição de quarentona, o que credito ao fato de ter sido propriedade de um único dono, que a guardou  e cuidou caprichosamente por quatro décadas.
     Aqui no Antiquário,  daremos continuidade no trato carinhoso para que tenha vida eterna.
     A C10 chegou através de seu dono, que referiu o ano de 1978 como sendo de sua aquisição.
     A Monark C 10 surgiu na década de setenta buscando o mercado das “speed” a exemplo de sua concorrente à época, Caloi C 10.

     Pedro Du Bois, amigo deste blog, poetisa sobre bicicletas:

DIFERENÇAS

(Pedro Du Bois, inédito)

No tempo

menina
vassoura
avental

menino
bodoque
bicicleta

casa e rua
rua e casa

nenhuma diferença fazia

meninos de avental
e vassoura
meninas com bodoque
e bicicleta

que diferença faria?






TODOS
(Pedro Du Bois, inédito)

Alguns passeiam bicicletas.
Exercitam pedais.

No equilíbrio resistem forças:
                    centrípeta forma     
                           do elemento.

Outros conservam passos calçados
ao destino: loja e mercado.

O pecado sobrevoa espaços
no descumprimento
da irrealidade: a dor adoece
aqueles sensibilizados
pela permanência. Uns se retiram
em conversas esvaziadas
das semanas entrantes.


sexta-feira, 23 de março de 2018

Camera KODAK Signet 50




 Made in Rochester,N.Y., U S A./ Eastman  KODAK Company.
Filme 35 mm.

     
     Aproveito sempre que possível  adquir peça para o Antiquário quando acompanhada de embalagem original. Entendo que essa condição define com segurança  sua história: fabricante, modelo, etc. como no   caso desta SIGNET 50. Observem a condição da câmera, impecável para uma cinquentona. Mecanismo preservado.
     A KODAK Signet 50 foi o quarto modelo na linha KODAK Signet, introduzida no mercado em agosto de 1957, tendo sua produção interrompida em 1960.


     Todos os anos Adilson Tortato, amigo deste blog, nos presenteia com foto de  uma epiphylum  oxipetalum, flor que desabrocha somente algumas horas, numa noite qualquer de verão.
     Em janeiro deste ano  a “dama da noite”, popularmente chamada,  deu a luz, registro que o Adilson compartilha. Que beleza! Adilson, volte em 2019.


Abaixo, flagrantes da maquininha antes do trabalho de restauração de 
Tonimar Araújo (54 9 9684.7111)






sábado, 27 de janeiro de 2018

Relógio SILCO



  30 cm altura x 26 cm de comprimento x 10 cm de profundidade.


     O SILCO  que se mostra aí em cima, todo posudo, passou quase 03 (três) anos  no Antiquário aguardando vez para ser colocado nos conformes.  Foi adquirido na Feira de Antiguidades, Mercado Público de Porto Alegre/RS, com pintura fora do original, sem 02 (duas) "pernas", porém com funcionamento perfeito.
     O Mário Borrea  ( 54 9 91436315) raspou a tinta deixando na madeira, construiu as pernas faltantes, deu uma boa lustrada, manteve o forro cor laranja (?) , o que lhe conferiu estética de museu. Trata-se de relógio especialmente singular, diria raro nessa condição, por buscar na sua forma a imagem de TV, com pés “palito”, o que nos permite arriscar ter sido fabricado nos anos sessenta.





     Os relógios SILCO foram  “fabricados” no  Brasil  utilizando-se de maquinário suíço de marca SOREL, por Edgard Kocher, fundador da Empresa Brasileira de Relógios Hora S/A, que encerrou atividades na década de oitenta.
     Encerramos com Marlene Kremer:


Inocência


Por que amor meu, diga me:
Por que será?
Por que só o teu sorriso me aclama,
E é a tua vóz que me socorre
A alma
Toda vez que eu de ti precisar?
Deve haver um porquê.
Ou não há?!
Não seria, então, você
O anjo
Que um dia, inocente, desceria
Á terra
Vindo tão somente pra me salvar?
(Deve haver um porquê.
Ou não há?)
Mas isso tudo amor meu,
Eu entendo
Penso que compreendo:
Os rumores
Do tempo nos dirá.



Marlene Kremer - Colaboradora do Projeto Passo Fundo

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Câmera fotográfica ROLLEIFLEX

Filme 120   negativos  6 x 6

 Classificada  como rara pelo site  camerasantigas


     Apresento a última aquisição do Antiquário. Essa ROLLEIFLEX  chegou através de indicação de amigo, aqui mesmo em Passo Fundo.  Logo percebi tratar-se de câmera valiosa  e que merecia fazer parte do acervo, mesmo estando num estado “meia boca”  como poderão verificar em fotos que registrei. Adquiri a câmera pensando que o amigo Luiz C. Vieira, colecionador de antigos e restaurador nas horas vagas, poderia transformá-la. Não deu outra!  Deu no que deu! Maravilha.



     Foram desenvolvidas e fabricadas, desde 1929, pela empresa alemã Frankz Heidecke. Ao longo de sua historia também foram produzidas por sucessores, dentre elas, ROLLEI  Gmbh. Atingiram pico de popularidade em meados de 1950. Fonte: Dr. Google.



Era assim:




Encerramos com Elizeth Cardoso em Barracão de Zinco!





segunda-feira, 24 de abril de 2017

Motocicleta Honda CG 125 – Ano 1982.



     Acervo de Davi Guggiana Costa
     
     Este Antiquario já compartilhou tudo  que se possa imaginar: telefones, balanças, rádios, cadeiras,  lustres,  eletrolas, etc etc e por aí vai. Agora moto antiga, ainda não... Mas,  sempre tem a primeira vez.

     Detalhe: Pintura original

     A pioneira, que exibimos – agora -  é de propriedade do jovem Davi Guggiana Costa. Trata-se de uma Honda 125 CG, fabricada em 1982, totalmente original. A quase quarentona apresenta-se impecável nas sua aparência e funcionamento, desdenhando os efeitos do tempo e quilometragem.
Parabens, Davi! Vida longa para a “bolinha”!


     “Primeira geração ( 1976-1982): a primeira moto realmente brasileira da marca nipônica sai da fabrica da Honda em Manaus. A popular “bolinha”, aliás, o único modelo com linha arredondadas das CGs, logo virou paixão nacional por ser simples, leve, econômica e fácil de pilotar. Quatro cilindros, 11 cv de potencia e alcançava 100 km/h com o cabo todo enrolado”. Texto retirado da revista MOTORPRESS, edição 205, janeiro de 2015.



 26.027 Km rodados




Pelé, garoto propaganda da CG 125 


Proprietário da moto testando a máquina




sexta-feira, 24 de março de 2017

DECOTEL – Personal Telephone -




     Olhem só o mais “novo” telefone que passou a fazer parte do acervo do Antiquario nesta semana.  Trata-se de um da marca DECOTEL Personal Telephone, acoplado em caixa revestida de couro, o que nos faz pensar destinava-se  a publico diferenciado.
     





     Consta em sua face anterior selo: American Telecommunications Corporation, nr. 146011, modelo D – 213 -3 T – El Monte California.
     Revisado pelo restaurador e colecionador de antiguidades Pinga,  telefone  054 9 9985-2939, que o considerou completo e com seus mecanismos em perfeito funcionamento.


     Vejam só o que o Adilson Tortato, apreciador deste blog, nos presenteia: fotos da “dama da noite”.  Essa Epiphylum  Oxipetalum, flor cujos botões desabrocham no final de verão, permanecendo aberta por uma noite somente, 08 (oito) horas precisamente, segundo depoimento do Adilson, dono e fotografo da preciosidade.  Obrigado,  e no próximo verão chegue novamente.
     Encerramos com poema do poeta Moacir Luis Araldi e a banda americana PINK MARTINI, com quem fechamos contrato para algumas apresentações.




Tempo lindo.

Há tempo para ser prático 
Em que se cultiva a roseira, 
Outro para ser romântico 
Em que se oferece a rosa. 
Há o tempo tocante que voa 
E a música preferida entoa. 
Aquele mil vezes desejado 
Delicioso como o vinho maturado. 
Tem momentos que passam vazios 
Fazendo tudo tão frio, 
Outros, aconchegantes com o toque na pele
Causando relevantes arrepios. 
Há tempo para perder-se 
Em devaneios atemporais. 
Para perdoar há o tempo infindo.
Há tempo para ver a vida amanhecer 
E o amor dizer: – bem-vindo! 
É tempo de viver... 
Ah, que tempo lindo!



Moacir Araldi
Moacir Luís Araldi tem participações em inúmeras antologias e, em 2014, publicou o seu primeiro livro solo, pela editora Aldeia Sul, com o título Cabernet. Escreve e publica no Projeto Passo Fundo: www.projetopassofundo.com.br, em seu blog: www.doisversos.com, e em outros sites literários.